sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Impressionismo

O Impressionismo nasce em Paris cerca de 1865

Surgirá publicamente com uma primeira exposição colectiva feita no estúdio do fotógrafo Nadar em 1874, nesta mostra expõem os artistas que, mais tarde, a crítica viria a qualificar de impressionistas: Edgar Degas, Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Sysley, Boudin e Berthe Morisot.

O termo “impressionisme” é pela primeira vez impresso no periódico "le Charivari" de 25 de Abril de 1874 pelo critico de arte Louis Leroy, tendo como pretexto uma paisagem de Claude Monet intitulada Impression, soleíl levant para aí qualificar de Exposítion des impressionnistes a pintura exposta no estúdio de Nadar.

Todos estes artistas se indignaram, alguns anos antes, quando da recusa da obra de Edouard Manet enviada ao Salon de 1863, a emoção foi tão grande nos meios artísticos que Napoleão III autoriza a constituição de um Salon des Refusés. O Déjeuner sur l’herbe suscita um vivo entusiasmo nos jovens pintores, que encontram em Manet, algumas das suas preocupações estéticas, fazendo dele o seu mentor.

O Salon de 1866 acolhe alguns destes pintores, Degas, Berthe Morisot, Sisley, Monet, Pissarro; mas Manet, Cézanne e Renoir são recusados, o que dá ocasião a Emile Zola de escrever uma diatribe que o tornará no defensor publico destes novos artistas.
A segunda exposição do grupo efectua-se em 1876 (Cézanne não participa).
A sétima exposição: "Septième Exposition des artistes indépendants" prefigura o "Salon des Indépendants", que será fundado dois anos depois em 1884.
Entre 1874 e 1896 realizam oito exposições colectivas, formando a mais importante corrente de contestação ao Academismo.
Escolhem temas do quotidiano e fazem uma pintura de plein air, (contrariamente á pintura temática e de estúdio), interessam-se pelos efeitos e cambiantes da luz, apoiando-se na teoria da cor de Chevreul, aplicam as tintas em pequenas pinceladas de cores saturadas, geralmente claras, que reforçam os contrastes das cores, intensificando o contraste simultâneo e das complementares, obtendo assim uma superfície pictórica vibrante de cor e de luz.
O Impressionismo é uma forma de Arte que tem por objecto a evocação directa das impressões, fugidias ou duráveis, experimentadas pelo artista. A pintura impressionista distinge-se pelo gosto das cores e pelo amor da luz.
O que une os artistas é essencialmente a sua vontade de romperem com a arte oficial, porque a doutrina segundo a qual as cores devem ser aplicadas saturadas sobre a tela em vez de misturadas na paleta, só será aplicada por alguns e durante um pequeno numero de anos. Em verdade, o Impressionismo é mais um estado de espirito do que uma técnica.
O nome Impressionismo, como tantos outros exemplos na História da Arte (os termos gótico ou maneirismo, por exemplo), inicialmente teve um cunho pejorativo.
Foi um rótulo colocado ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão importante que se bastava por si mesa, dispensando as técnicas tradicionais acadêmicas.
Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1886, porém, sua aceitação pelo público foi lenta e sofrida, pela incompreensão ao trabalho realizado.
Ridicularizados inicialmente pela crítica por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o renascimento, acabaram por, paulatinamente, obter o respeito e aceitação de suas “novas técnicas“ por parte do público. E, como acontece em muitas ocasiões, a crítica foi a reboque dos acontecimentos.

Estruturas e obras Alejadinho

Nossa Senhora das Dores, uma autêntica obra de Aleijadinho, com todos os elementos de seu estilo barroco
Os traços típicos de aleijadinho

Exposições das obras do escultor e arquiteto mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), têm duas redundâncias. A primeira: são belíssimas. A segunda: são polêmicas. Não é diferente com a mostra Aleijadinho e seu tempo - fé, arte e engenho que será aberta no dia 28 em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil - ela atraiu mais de um milhão de visitantes no Rio de Janeiro e em Brasília. A sua beleza é óbvia: Antônio Francisco Lisboa é comparado a Michelangelo e a exposição de 208 peças traça um panorama da "civilização do ouro"
- dele, destacam-se 20 obras, como a excepcional Nossa Senhora das Dores, além de desenhos, ornamentos de capela, dosséis e captéis. Quanto às eternas polêmicas se determinada obra é ou não de Aleijadinho, foi pega para Cristo, desta vez, uma escultura que leva até essa palavra em seu nome: Cristo da Ressurreição. Ela é uma das prediletas do público, mas não teve até agora a sua autoria comprovada - é apenas atribuída ao escultor, não existindo provas concretas como recibos ou outros documentos que indiquem a sua procedência. Não são poucos os especialistas que questionam a autenticidade, e entre eles está a pesquisadora Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, autora do livro O Aleijadinho e sua oficina.

Curador da mostra, o ex-conservador- chefe do Masp Fábio Magalhães explica que selecionou esse Cristo porque ele já foi atribuído um dia a Aleijadinho. Na linguagem dos técnicos, isso significa que baseado em características recorrentes nas obras do escultor (leia quadro) algum estudioso chancelou um laudo atestando a validade. E quem fez isso foi ninguém menos que o historiador de arte e ex-curador do Museu do Louvre, o francês Germain Bazin. "Se observarmos o panejamento, a expressão e a sensualidade, vemos que são as mesmas que Aleijadinho dava às suas peças", diz Magalhães. "Que grande artista conseguiria isso? Acho que Aleijadinho e só Aleijadinho, ou então algum outro que desconhecemos até agora." Estudioso das artes plásticas do Brasil Colonial, período que engloba o barroco mineiro, o historiador Dalton Sala tem dúvidas. Ele nos dá uma análise meio que lombrosiana: "O cânone de Aleijadinho é o corpo curto e atarracado. Esse Cristo é longilíneo, parece El Greco.



No interior dessa igreja, ainda, constituindo o maior conjunto barroco da América Latina, encontram-se cerca de oitenta obras de Aleijadinho.
No entanto, o que mais me impressionou no acervo da igreja de Bom Jesus de Matosinhos, chegando literalmente a me tirar o fôlego, foram as sessenta e seis esculturas em madeira cedro, que fazem parte da obra denominada “Passos da Via Sacra”. As esculturas, de expressões impressionantes, compõem cenas da via sacra que vão do momento da última ceia à crucificação de Cristo. O que seduz o observador neste trabalho de Aleijadinho é a pessoalidade que ele imprime em sua obra.


Em algumas cenas desta via sacra, deparamo-nos com a ousadia e irreverência do autor, que de forma quase acintosa, critica o domínio de Portugal. Na terceira cena, por exemplo, (a cena da prisão de Cristo) os soldados romanos calçados com botas, ao invés de sandálias, numa crítica mordaz à Coroa Portuguesa. São, enfim, tantas riquezas de detalhes nas sete cenas da via sacra que seria impossível enumerá-las aqui.
Quando se pensa no roteiro de Minas - Cidades Históricas, surge, quase sempre, a idéia de que o tour se limita simplesmente a visitas a igrejas e museus. Puro engano. Há, também, além de um passeio por Belo Horizonte, roteiros alternativos que, dependendo do consenso do grupo da excursão, pode acabar numa noitada em algum barzinho boêmio, onde se é possível beber e petiscar ouvindo boa música. Nessa excursão em particular, fomos a um barzinho, conhecido como “Clube do Juscelino Kubitschek e Seus Amigos” (local muito freqüentado pelo ex-presidente do Brasil), onde curtimos música ao vivo, com um repertório que ia de Chorinho, Serestas a Música Popular Brasileira. Ainda no rastro da diversidade, na manhã seguinte, um sábado de sol e céu azul, fomos conhecer a belíssima Belo Horizonte, onde visitamos o Estádio de Futebol do Mineiro, o impressionante conjunto arquitetônico da Pampulha, com sua arrojada catedral projetada por Oscar Niemeyer (que construiu a Colônia da AOJESP), tendo no fundo o lago da Pampulha, com seus 18km de extensão.


Barroco no Brasil

O Barroco no Brasil

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Capela Dourada da Igreja da Ordem Terceira
de São Francisco de Assis, no Recife,
construída e decorada entre 1696 e 1724.
A colonização do Brasil se deu inicialmente pela costa litorânea, onde atracaram as primeiras fragatas e por onde começou a exploração do território. Os lugares geográfica e estrategicamente mais adequados à construção e à defesa deram origem às primeiras vilas. Em algumas delas foram rezadas missas inaugurais, muitas foram batizadas com nomes de santos, e todas ganharam igrejas ou capelas.

Com o avanço da colonização e o desenvolvimento da atividade extrativista, algumas vilas transformaram-se em importantes cidades, em que se refletia o poderio econômico da Coroa.

Recife - As principais cidades nordestinas enriqueceram rapidamente com a produção açucareira. Dessa prosperidade resultaram muitas manifestações artísticas e arquitetônicas de grande porte e ostentação.


No interior da Igreja de São Francisco, em Salvador, que começou a ser
construída em 1708, impressiona a variedade de materiais nobres usados
na decoração, como o ouro, a azulejaria e o jacarandá.
A conveniente combinação entre o enriquecimento brusco e os objetivos da arte religiosa originou obras e templos exemplares do chamado barroco litorâneo, erguidos com materiais nobres e decorados conforme os padrões ibéricos vigentes à época.

Recife foi uma dessas cidades em que sobreviveram importantes edificações religiosas, apesar de conflitos e destruições decorrentes da disputa por suas terras.

Salvador - A economia açucareira promoveu o desenvolvimento acelerado de algumas cidades do Nordeste do país durante a colonização.


Na nave da Igreja do Mosteiro de São Bento,
no Rio de Janeiro, a talha de madeira dourada
começou a ser colocada em 1717.
Em Salvador, a esse impulso econômico somou-se ainda o poderio político da capital do império, título que ostentou por mais de 200 anos, entre 1549 e 1763. Como tal erigiu edifícios grandiosos e contou com os mais refinados e caros recursos para a decoração de templos.

São muitos os exemplos de construções e obras barrocas por toda a cidade, que desenvolveu estilos particulares e revelou artistas de grande talento e destreza.

Rio de Janeiro - Porto de embarque de riquezas rumo à metrópole, o Rio de Janeiro tornou-se a cidade mais importante da colônia, e sua capital em 1763.

A transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro coincidiu com o auge da extração de ouro e pedras preciosas que escoaram por seus portos.

Como em Salvador, a passagem do dinheiro deixou marcas no desenvolvimento da cidade, enriqueceu sobremaneira a arte barroca e a decoração das igrejas e atraiu muitos artistas e artesãos.


Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída no século XVIII
no Embu, São Paulo.
São Paulo - Durante o período colonial, São Paulo viveu um considerável isolamento geográfico em comparação com as regiões do açúcar e do ouro.

Apesar da descoberta de pedras preciosas e ouro para extração em suas terras e do afã empreendedor dos bandeirantes, o interior paulista só viveu seu grande desenvolvimento econômico a partir de meados do século XIX com o plantio do café, que recebeu o apelido de ouro verde.


A Igreja de São Miguel foi projetada pelos jesuítas Gian
Batista Primoli e José Grimau com base na Igreja de Gesú,
em Roma, principal templo da Ordem dos Jesuítas. Da igreja
missioneira, erigida entre 1735 e 1744, restam apenas ruínas.
As manifestações da arte religiosa durante o período colonial padeceram, portanto, da escassez de recursos. A Igreja e as Ordens Religiosas pouco investiram em São Paulo, restando muitas vezes aos próprios frades e padres a construção e decoração dos templos.

Missões - Onde hoje se encontra o Rio Grande do Sul, os jesuítas organizaram comunidades que logo se tornaram auto-suficientes e prósperas, as chamadas Missões. Seu desenvolvimento harmonioso e a prosperidade, no entanto, entraram em conflito com os interesses da Coroa portuguesa, que se ocupava da exploração e administração das riquezas das novas colônias, fundadas com base no latifúndio e na escravidão.


Detalhe do mapa da América de John Senex
realizado no século XVIII, com superposição
de algumas das expedições feitas ao interior
do país.
Foi assim que em 1759 deu-se a expulsão definitiva dos jesuítas pelo marquês de Pombal e o fim das Missões.

Na arte religiosa que elas produziram, permaneceram as marcas da fusão de estilos provenientes de culturas européias e indígenas.

A caminho do interior - Enquanto no litoral vilas e cidades se assentavam e se desenvolviam, novas explorações partiam em busca da conquista do continente.

As missões jesuíticas iniciaram o movimento rumo ao interior, seguido por expedições científicas, entradas e bandeiras, com as mais diversas motivações.

A Companhia de Jesus levou a doutrina cristã aos índios da Região Sul, e com ela a arte religiosa e o culto às imagens. Outras expedições visavam à catequização e ao desbravamento da terra virgem, ou farejavam riquezas de toda ordem.